terça-feira, 12 de março de 2013

Mulher comanda o BOP!



É DIGNA DE IMPOR RESPEITO  DIANTE DOS MACHISTAS!






Bope é comandado pela primeira vez por uma mulher:Cynthiane Maria da Silva Santos: tenente-coronel da PM



Cynthiane Maria da Silva Santos: tenente-coronel da PM

Primeiro, Pocahontas perdeu as tranças. A máquina um levou todas as madeixas de Cynthiane Maria da Silva Santos, há 13 anos, quando fez os cinco meses de treinamento do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar). O filho, Andrei, autor do apelido, estranhou, mas curtiu depois que Cynthiane disse que os dois ficariam iguais. Foi um período de treinamento intenso no cerrado, numa turma em que era a única mulher. De 42 que tentavam ser “caveiras”, 20 pediram para sair. Não ela.
Hoje, aos 16, Andrei a chama de madame, galhofa inspirada no curso de francês que está fazendo. E madame agora está no topo. É a primeira mulher a comandar uma tropa de elite no país, o Batalhão de Choque da PM do Distrito Federal. A hoje tenente-coronel lembra da estratégia para manter um quê de feminino em meio a pura testosterona:
— Do cabelo, fiquei desapegada. Mas meu corpo mudou muito. Fiquei muito musculosa. Sou magrinha, mas o músculo aparece muito fácil. Imagina careca e musculosa... Eu ia para casa, colocava um vestido, argolas gigantescas, para parecer que era mulher, e passava batom.
Manter intocável a vaidade é mais um dos desafios que Cynthiane se impôs. Depois da fase de Bope, garante, essa preocupação ficou ainda mais forte.
— Toda mulher é muito vaidosa, independente da aparência. Sempre se cuida. Faz as unhas, coloca brinco. Eu tenho tudo isso. E depois dessa fase da minha vida, eu fiz questão — conta.
Rabo de cavalo e pele irretocável, a tenente-coronel comandou no começo de dezembro uma reintegração de posse numa cidade-satélite do DF. São situações extremas, que pedem ações milimetricamente calculadas. A comandante transmite firmeza, mas também uma certa doçura. Diz que considera novos filhos os 400 integrantes de sua equipe.
E a mãe de Andrei não descansa. A função de comando não a tira do front doméstico.
— Não pense que não vou ao supermercado, que não tenho que cuidar da minha casa. Vou à reunião de escola. E sou motorista. A mamãe leva, acorda de madrugada para buscar. Tem os castigos, as proibições — resume.
O estímulo para entrar na polícia, Cynthiane, uma das quatro filhas de um militar do Exército, teve do pai. Durante o treinamento no cerrado, depois do corte radical, feito por opção própria, ela disse que teve certeza de que não desistiria. Tinha que desenvolver estratégias para as contingências mais básicas, como ir ao banheiro. Que era no mato mesmo.
— Quando terminei o curso, disse que queria ser mulherzinha, queria ter outro filho.
O ano que passou no Timor Leste, numa missão de paz da ONU, foi ainda mais complexo. A comandante lembra que chorava dia e noite de saudade do filho, mas ganhou dividendos profissionais. Ligava diariamente para Andrei. A diferença de 12 horas de fuso horário dificultava ainda mais a comunicação.
— Eu ligava às vezes e não conseguia falar. Foi um drama na minha vida. Mas era uma coisa que queria muito, foi um desafio. Ele tinha um aparato familiar muito bom, mas sentia muito a minha falta.
Ao entrar na academia como oficial, em 1983, Cynthiane convivia com três mulheres e 64 homens. Ainda hoje, a tropa feminina da PM do DF não chega nem aos 10% previstos para a instituição. Ela explica que delineou sua carreira para chegar ao posto em que está desde 28 de novembro. Daí o curso de caveira. Para a tenente-coronel, os tempos são de quebrar antigos paradigmas.
— É resultado da evolução das instituições. Somos capazes, competentes, iguais — defende Cynthiane, que considera os pilares do militarismo (hierarquia e disciplina) aliados na percepção de que comando não tem sexo.
Na PM do DF, há mulheres há 29 anos. No batalhão da tenente-coronel, são 12, que convivem com 200 homens.
— No início, elas deviam ser meio óvnis. Hoje, posso afirmar que a tropa já está completamente adaptada. Nessa unidade, que nunca nenhuma mulher veio antes comandar, deve ter havido um estranhamento, mas não há falta de respeito de jeito nenhum.
Fonte :http://oglobo.globo.com/rio/o-poder-da-mulher-7164040





3 comentários:

  1. Pois,o que era impossível a pouco tempo,hoje se faz mais do que possível,mas essencial,a cada dia nós mulheres estamos destruindo uma discriminação ridícula e injusta,acredito em nossa inteligência e postura,vamos lutar guerreiras pelo espaço digno que merecemos na sociedade,mas sem esquecer que tanto o homem quanto a mulher tem seu papel relevante para o Brasil e o Mundo!

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  2. rapaz não posso ver essas senas que mim imagino la acho que estou ficando doido kkkkkkk

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  3. Então estamos ficando loucos...eu também me imagino lá o tempo inteiro!

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